Nuno Félix da Costa, Relatório sobre o que acontece, Portugal

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Relatório sobre o que acontece

crónicas sobre o que acontece ou o que parece acontecer

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COMO ABORDAR OS CONCEITOS INDEFINÍVEIS

Porque não é infinita a luz, pensamos numa palavra, «proa» ou «pera», e esperamos que se alumie. Compomo-la de improvisos, sombras de músicas perfurantes e perguntamos de quantas essências é o mundo feito, se a imanência do ser se aplica ao perfume ou a alguém. À consciência? O efeito do amor sobre a pele, a fluorescência que vibra em cada segundo dos poros, é a lâmpada de Deus e o que a funde – a eternidade possível. Pois o amor é a direção da proa; o sabor da pera, uma necessidade de algo que nos difunda na impregnação anterior da alma. Chamamos a isso «tempo» ou o tempo é a consciência dos estados à beira do precipício, os equilíbrios necessários ao aprender a manobrar os espelhos, colocá-los em paralelo até ao fim do «tempo», situação por definir onde já ninguém estará e eu saí muito antes.